 |
Nossos Ficus estão doentes
Quando chegamos a esta casa, na Vila Sônia, ela tinha - tem - uma ameixeira, uma goiabeira, uma mangueira, uma árvore com o tronco seccionado a uns 2,5 que apenas dá uns brotos finos e compridos, e dois ficus, já grandes. com uns seis, oito metros. Ambos ultrapassam, com suas copas, a largura do terreno, 10 metros. O terreno tem três niveis - o que se inicia pouco abaixo da calçada e onde fica a casa; um outro, abaixo, onde estão o gramado, nosso pé de limão cravo, a bancada de mudas e orquídeas, o aquário e o varal, e na divisão entre este nível e o último, onde termina o terreno, o mais baixo de todos em relação à rua, estão os ficus. Meu orgulho. Adoro essas árvores majestosas. E a ficha, na verdade, demorou a cair. Sabe aquela coisa legal de se apaixonar por alguém, e só depois descobrir que, além de inteligente e linda, a pessoa é rica? Pois é. O ficus é uma figueira. Vamos à Wiki, que, para essas rasteirices, serve: "As figueiras são plantas, geralmente árvores, do gênero Ficus, família Moraceae. Também são conhecidas como ficus, gameleira (ou gomeleira) e caxinguba, palavra de origem tupi-guarani. Há cerca de 755 espécies de figueiras no mundo, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença de água. O gênero Ficus é um dos maiores do Reino Vegetal". As figueiras, incluindo nossos ficus, dão figos. De formas, tamanhos e cores variadas, incluindo o que muitos adoram comer, arroxeado por fora, polpa branca de onde saem uns negocinhos em tom de rubi. Lindos, cheirosos e deliciosos. Existem mais de 700 tipos de figueiras em todo o mundo. e todas elas compartilham um pequeno milagre da evolução. Os figos, frutos das figueiras, dos ficus, não são frutos. O nome técnico é sicónio. Dentro dele estão as inflorescências, diminutas flores, guardas num escrínio. Quando saboreamos um figo, nos deliciamos com centenas de flores. Todos os figos tem, na parte oposta ao seu cabinho, um pequeno furo, quase microscópico, o ostíolo. Cada espécie de figueira, das mais de 700, tem uma pequena, minúscula, vespa particular, diferente das outras, que a poliniza, colocando os ovos dos filhotes dentro do sicónio. Uma espécie de figueira, uma espécie de vespa. Dawkins, um brilhante - e áspero - cientista e divulgador científico, escreveu um belo e emocionado artigo e me apresentou os ficus. Pois bem, nossos ficus, essa maravilha da evolução, esse tributo a Darwin, estão doentes. Olga, que estagia na secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, me enviou uma matéria da Folha, da qual reproduzo um trecho: "Fícus paulistanos adoecem e morrem misteriosamente Árvore que se espalhou pela cidade a partir dos anos 80 sucumbe nas ruas
Botânicos estudam fenômeno e alertam para risco que a perda de tantos exemplares pode trazer à metrópole
CRISTINA MORENO DE CASTRO DE SÃO PAULO Uma epidemia misteriosa se espalha por São Paulo. As vítimas são um grupo restrito de indivíduos: os fícus, árvores de folhagem cerrada cuja altura chega a até 16 metros. Comuns nas ruas da cidade, elas costumam manter suas folhas verde-escuro vistosas mesmo em tempo seco. Daí a surpresa com o fenômeno: desde janeiro, os "indestrutíveis" fícus paulistanos estão morrendo. Primeiro, as folhas ficam amareladas, depois caem, formando um tapete no chão. Por fim, raiz e tronco são atingidos. Essas figueiras plantadas nas calçadas, nas praças e nos parques se espalharam rapidamente e compõem boa parte das estimadas duas milhões de árvores da cidade. Importadas da Malásia, viraram moda a partir dos anos 80. Apesar de causarem problemas no pavimento e encanamentos, caíram no gosto dos moradores e foram adotadas em todos os bairros. Para especialistas, a morte em massa dos fícus pode causar forte impacto na biomassa verde paulistana, aumentando as ilhas de calor."
Qual a doença? Quase certamente um fungo. Mas qual a razão de tantas árvores serem afetadas simultaneamente? A desgraça da evolução - grandes quantidades dessas árvores provém da mesma raíz genética. São clones - não de laboratório, mas advindos do mesmo viveiro, do mesmo produtor, da mesma fonte. Clones acabam sendo sumetidos a mutações aleatórias e à seleção natural, nada aleatória. Mas, como são todos identicos geneticamente, até que aconteça essa diferenciação, o que mata um, mata todos. Se algum sobreviver, ótimo, gerará árvores resistentes, mas é difícil que isso aconteça, pois as árvores que estão ai são de primeira e segunda geração, muito pouco tempo para mutações acontecerem, benéficas ou maléficas. Por estarem na crista do declive, grande parte das raízes voltadas para parte mais baixa ficaram expostas, num processo de lavagem do solo por chuvas. Além disso, essa parte do terreno tem quase um metro de aterro de restos de construção, cacos de telha, cimento, tijolos. Também por insistência da Olga, iniciamos um processo de cobertura dessas raízes com terra. Vamos ver. Fico muito triste com essa perda, se ela ocorrer. Aprendi a gostar dessas duas árvores em particular, além de ser um devoto do milagre evolucionista que elas representam.
Escrito por Geremias às 20h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O que são esses limões?
Esses limões-cravo enormes precisam de uma explicação. A primeira, que poderia se chamar "óbvia", vem da maneira como nasceram. Comprei no Ceasa uma muda de Pokan. Que, como é o que costuma acontecer, era um enxerto em um cavalo de limão-cravo. Bem, um ou dois meses após plantá-lo num lugar não muito adequado (embaixo de um abacateiro, com pouca luz e a concorência de dois pés de cactos [palmas]), percebi que, além do crescimento normal da Pokan, o cavalo de limão estava brotando. Tomei a decisão de deixar correr solto. Hoje, três anos depois... Bem, deixei rolar. Ficou claro que o limão era dominante, e apenas um pézinho, um galho, de Pokan cresceu a partir daquele enxerto orginal. Deixe isso acontecendo por tês anos. Ano passado um único limão aconteceu, embora tanto o pé de limão quanto o galho de Pokan tenham apresentado floração incipiente e pequena. Neste ano, 2011, o pé de limão deu muitos limões. De um lado, com mais luz, enrugaram e ganharam aquela casca grosseira, que parece alguém com... como chama aquela doença que cria umas escamas vermelhas, e coça? Do outro, com menos luz, viraram uns limões enormes, quase do tamanho de uma laranja. No meio desse processo, serrei fora o galho da Pokan. Logo colherei um e experimentarei. Vamos ver do que se trata. duvido que tenha havido uma interação genética entre as duas espécias. Há um Dogma da Biologia Molecular - a informação genética sai do DNA, mas não entra. Ferreiros não trasmitem braços que ficaram fortes pelo uso para seus filhos.
Escrito por Geremias às 17h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Cansaço
Segunda à tarde, há duas coisas a fazer: uma, preparar um presente para o Vital, com os limões-cravo enormes que produzi, ovos e pimentas. Duas, continuar preparando a mudança de vida. Não será possível continuar assim. Estou cansado, e começo a perceber que a aplicação de minhas energias na manutenção deste status quo não levará à nada.
Escrito por Geremias às 16h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Localizei.
Escrito por Geremias às 18h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Meus filhos
Caramba, como é mais difícil para vocês...
Escrito por Geremias às 23h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Não esqueçamos a ideologia!
Tentei colocar um vídeo. Não dá, a não ser que publique no you tube ou do genérico do uol. Ai, coloco o link. Jogada de grana, por transferir responsabilidades e necessidade de espaço em máquina para um terceiro, e por, certamente, ganhar um troco por levar cliques para esses endereços. Ok, de novo e sempre. É assim que funciona. Mas não precisava ficar cada vez mais selvagem.
Escrito por Geremias às 22h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Quase dois anos sem publicar. Entrei de novo a primeira vez, cinco dias atrás, porque estava louco, e, agora, quando tentei de novo, não lembrava a senha. Não lembrava o raciocínio... rsrsrs. Ok. Faz parte. Relendo um blog no qual não escrevo há décadas (dois anos!!!), a caminhada que descrevo abaixo foi, realmente, um instante de loucura - no sentido de algo transcendental que acontece de vez em quando em nossa vida, que traz um tipo de compreensão e, e for suficientemente grande, torna-se uma epifania, algo transformador. Pessoas em grupos, sub-grupos, enfim, andando em direção a alguma coisa que significava algo mais que uma balada. Era - foi - uma balada de outro tipo que essas baladas comuns, e isso faz diferença. Agora identifico o que mais me emocionou. O que mais me impressionou foi a visão de grupos variados em direção a um lugar - muito legal, cool, bacana. mas o que marcou: : o que marcou foi a falta de pressa. A ausência de correria em direção a algo, um alvo. Estamos indo, e isso é legal. Chegaremos, e vai ser muito bom. Estaremos lá, e será melhor ainda. Na real, o que mais me impactou é que eu sou daquele jeito, uma moçada do interior desejando coisas simples, malucos beleza. É esse o tipo de pensamento sobre o qual gostaria de conversar e influir.
Escrito por Geremias às 21h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O retorno
Pois não é que achei esse blog, do qual nem me lembrava? Assim será, então. Estou com uma lista de histórias para contar.
Escrito por Geremias às 18h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Caminhadas estranhas
Participei, neste final-de-semana, e ao menos visualmente, de duas caminhadas exóticas. Uma delas ocorreu na sexta-feira O ambiente em casa não estava legal, o povo meio doido de tequila, barulhentos, cds de música caipira, depois rock, logo os vizinhos iriam reclamar. Tive a premonição de uma noite enlouquecida, sem conseguir dormir. Decidi ir para um hotel.
Fiz a mochila e, sob entusiásticos comentários e gozações, sai de bike, combinando (mentira, achei) que iria encontrá-los num tal de Prost, Prosid, não sei, onde um maluco regional cantaria ou o que quer que ele fizesse. Fui para o hotel, mas decidi, antes, rodar um pouco e ir ver esse tal lugar. Foi bom.
Encontrei três garotos de Dobrada, cidadezinha próxima, que tinham uma sólida indicação de rota para chegar ao tal lugar. Fiquei inseguro e decidi tentar descobrir por mim próprio.
Ficava distante, uns três quilômetros. Felizmente encontrei um rapaz que sabia indicar caminhos, e me alertou, ainda, de que o lugar era uma chácara. Deixei os dobradenses e fui.
Bem, uma chácara. uns 6 mil metros quadrados, totalmente cercada por muros cobertos de primaveras. Portão de madeira, três metros de altura, segurança profissional, 15 pilas, todos me olhando (afinal, o que um senhor de 54 anos, de bicicleta e mochila, estaria fazendo num local como aquele?), fiz pose e entrei. Já bem louquinho.
Lá dentro o ambiente é bonito. Grama,galpões de tijolo à vista, sem paredes, apenas telhados e chão. Todos fumam maconha. Em rodinhas, sentados, em pé, no palco tocando bateria. Todos enrolam. Os seguranças, olham. Lá, reencontrei os dobradenses.
A caminhada, qual era? Então, antes de chegar lá, vi uns 10, 15 grupos de rapazes e moças, em três e quatro, caminhando em direção ao local. Conversando baixinho nas ruas desertas de uma cidade a 300 kms de São Paulo. Todos fluindo e confluindo. Todos com o mesmo objetivo. Todos sob a mesma lua enorme, cheia. Todos - ou quase todos, imagino - maconheiros. Realmente especial.
Sai de lá duas da manhã, já entopido de erva, uísque, e fui para a cama.
Ontem, o primeiro comício do candidato para o qual trabalho. Foi no Bom Jesus, uma bairro pobre, com altos postes, lâmpadas amarelas, fracas, iluminação lígubre, "iluminação de bandido", comentou alguém. A carreta enorme, com o palco em cima, a iluminação feérica fornecida pelo gerador de um trator, os dois telões, tudo contrastava com o bairro e sua gente,
Aqui e ali, uma venda, um buteco.
E pessoas, caminhando pelas ruas escuras, chegando aos poucos. Pequenos grupos, tão diferentes dos da noite anterior. Mas também uma caminhada em direção a algo.
No céu, um eclipse lunar aos poucos ia embora.
Noites muito loucas.
Escrito por Geremias às 10h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O apagar de uma velha chama
Livros policiais. Há um conto do Borges, chama-se A Biblioteca Circular, senão me engano. Trata-se de uma biblioteca que abriga todos oslivros possíveis (passíveis?) de serem escritos - assim: a combinação de todas as letras, de todos os alfabetos, de todas as maneiras possíveis.Então, deve haver um livro apenas coma letra "a", outro com apenas a "b", outro com "ab", outro com "ba", e assim ad infinitum.
A arquitetura é circular, como se fossem silos enormes, que prosseguem para cima e para baixo (infinitamente, imagina-se), um ligado ao outro por pequenos corredores. As paredes dos silos são cobertas por prateleiras circulares, onde estão os livros. No centro, um espaço vazado comunica um andar do silo ao seu vizinho imediato,de cima e baixo. Uma balaústrada de ferro batido, vazada, impede que bibliotecários enlouquecidos saltem para o vazio com muita facilidade.
Imagino que haja alguns destes silos cujas prateleiras estejam tomadas por romances policiais. Pois há multidões, gotas de chuva de livros policiais. Romances, novelas, contos, a prolixidade do escritor policial parece não conhecer limites. Tenho oito volumes, em letra miúda, papel bíblia, com a totalidade dos textos de Agatha Cristhie. E Nero Wolfe? P. D. James? Patrícia Highsmith? Ngaio Marsh? ED McBain? John e Ross McDonald? Escrevem miríades.
Estou lendo John Dunnig, Assinaturas e Assassinatos. Vou te contar,ele vai ter um trabalhão para me impressionar. Pois esse senhor é o autor de Impressõese Provas, uma das coisas mais bem escritas da história do romance policial. E isso não é pouco.
O título desta postagem é como ele nomina o Livro I, dos vários qaue compõem olivro.
Escrito por Geremias às 12h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sete da noite, uma panela com o que será, certamente, o melhor molho de tomate que Matão já soube da existência nos últimos três anos. Estou fazendo na casa que alugaram para nós aqui na cidade.
Escrito por Geremias às 19h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Carrança, adorei essa piadinha. Um cara no hospital, todo estourado, porradas por todo lado, super-cílios (ambos) arrebentados, três dentes moles fora os dois quebrados. E o irmão querendo saber, sentadinho na outra cama , o que havia acontecido. Ele não tinha muita certeza.
Eu andava na rua, e, de repente, aquela aglomeração. Um bandinho em torno de alguém, mas com muito respeito. Fui ver correndo, e o que era, ainda antes de a ambulãncia chegar? uma prostituta, era ali no centro, e a prostituta tinha acabado de parir, ali na rua. Verdade que a tinham carregado para um banco na praça, e tinha uma fulana, de Sacadura, que sempre tinha sido parteira, e fez o parto, o molecão já chorava alto, e eu fiquei emocionado. Tipo lágrimas nos olhos, a cena inspirava.
Corri até uma Drogasil ali do lado, era quatro da tarde e tudo estava aberto e cheio de gente. Comprei um pacote dos grandes, de 12 pacotes menores, de fralda descartável, tão emocionado eu estava, e fui levar prá garota.
Foi sair da farmácia e aparecer na minha frente aquele armário, 2 x 1, que eu conhecia vagamente, e me perguntar: e aí, meu, onde vai esse pacote?
Bom, respondi rapidinho, para sair dali logo, pois tinha uma reunião: o pacote vai prá puta que pariu.
Foi isso, mano, que eu estou aqui, mas juro, não entendi nada...
Escrito por Geremias às 18h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Amanhã, mais um dia de inveja mortal do dedonoolho.blog, ou algo assim. Eu também queria saber lidar com animais selvagens.
Escrito por Geremias às 18h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
The fucking Dia dos Pais. Oras, é claro que não sou um pequeno-burguês preocupado com símbolos idiotas. Com dias idealizados onde representamos tudo aquilo que deveríamos ter dito aos nossos pais. Claro que não.
Mas, então, porque essa ausência, essa certa pequena raivazinha por nem a Olga, o Daniel, ou a Jussara, terem ligado? dando os parabéns, me deixando sem graça por ainda não ser perfeito? enfim.
Escrito por Geremias às 18h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
são semanas passadas à volta com uma campanha eleitoral, sem ao menos segundos para separar algo de outra coisa. Certas obviedades vêm à tona. Obviedades é apenas uma expressão - e no contratexto, embora não seja substituída por palavras mais doces, quer dizer a mesma coisa. Quer significar que estabeleci alguns laços tão intensos, que são de certo jeito... que são amores, benquereres verdadeiros. Então, obviedade quer dizer não eles existirem, mas, sim, falar deles. É como se dissesse, isso é óbvio. E, no caso em particular, fico até pensando se quero continuar,porque esses amores, (minha) mulher e (minha) filha, são meus.
Mêdo, tripas se revolvendo, durezas imediatas. Que não sou um executivo, já sei. Tanto tempo como assessor de imprensa, como algo tentando ser alguém. Me imaginando, repentinamente , como vice-presidente da AE para a América Latina,de Comunicações. Bem, isso foi se aclareando com o tempo. Não sou eu, eu sou outra coisa, com competências até interessantes. Mas não sou vice-presidente da American Express.
Mas esse lugar de agora é muito parecido. Esperam de mim algo que não sou. Mas o que sou seria até mais importante e interessante e resolvedor de problemas. Só que para poder externar e influenciar, o que sou deveria ser o que eles querem (e, aplicando uma prática, na prática, eficiente. Eles demorariam uma semana para perceber).
Bem, tudo isso são lamúrias.
Há um candidato,e quando eu, ou outros, falho,ele se fode. Há militantes (poucos), há gente trabalhando sério. Uma campanha é um movimento. Poderia ser de grupos de pessoas querendo chegar a algum lugar, mas, normalmente, são de uma pessoa, em torno da qual se agrupam outras, e trasvestidas das cores de um partido, de uma simpatia, de uma ideologia.
Uma campanha são nervos, com pouca carne em volta.
Há candidato inchado de cachaça, populista, que pegou carona - e traiu - em ideologias séria. E há candidato criado por tias, com marketeiros que não saem do armário.
(por minha janela entram cãnticos amplificados a um quilometro. São as vozes das famílias católicas em sua igreja principal. Canticando. Evangélicos, protestantes, ao menos, têm o charme antigo de serem dissidências. Mentira. Não tem charme nenhum. Mas pelo menos são dissidências).
Candidatos esperam muito de gurus, e sabem pouco da realidade à sua volta, e de si próprios, e do que, exatamente, querem.
Escrito por Geremias às 18h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |



|
 |